terça-feira, 1 de janeiro de 2013

As Rasteirinhas Podem Esperar


enfiei os pés já pretos no quarto da pousada. as unhas pintadas de lilás, a sola e o peito dos pés estavam encardidos.

chegar em Caraíva é literalmente a piada que fazemos quando alguém mora longe: pegue um ônibus, depois o trem, uma jangada, aí ande mais um pouco. no caso de Caraíva, você desce em Porto Seguro, pega um taxi de uma hora, uma hora e meia, um barquinho para atravessar o rio e, como a pousada quer reservamos fica perto da praia, foi necessária uma charrete puxada por um burrinho cansado, que nos obrigou a descer e caminhar pela areia mesmo. uma prévia do que seria andar por aqui. areia mais cocô de burrinhos: pés bronzeados de sujeira. percebi que assim seria a viagem toda.

adeus às quatro rasteirinhas novas, que comprei na C&A bem baratinhas e bem fofinhas. não me atrevo a assassiná-las prematuramente por aqui. vão esperar a volta para são paulo. o chinelo Havaianas assumiu em período integral.

3 comentários:

  1. Flores, praia, havaianas, cheguei a imaginar que era Havaí mas uma charrete puxado por um burrinho cansado é caraiva mesmo, o havaí baiano.

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